Imagem Conteúdo Iniciativa
  • Tamanho da Letra

  • Versão para imprimir

  • Enviar para um amigo

Como atuar

Mobilização social, educação ambiental e atuação em rede

Um programa ambiental da dimensão e da complexidade do Cultivando Água Boa requer uma base sólida e claramente definida, que sustente a sua atuação e garanta a sua longevidade. A Itaipu Binacional utilizou esse preceito para desenhar um modelo de gestão para o programa. 

Norteando esse modelo, a Itaipu adota como eixos principais para intervenção nas comunidades a mobilização social, a educação ambiental e a atuação em rede. Na prática, a implantação do programa segue os seguintes passos:

·  Seleção da microbacia: é feita a partir do diálogo com a comunidade, autoridades e lideranças locais. 

·  Sensibilização das comunidades: encontros em que se explica o que é o programa, alertando para a importância de práticas ambientalmente corretas.  

·  Criação do Comitê Gestor da Bacia: é formado por representantes dos diversos programas socioambientais da Itaipu, representantes dos governos municipal, estadual e federal, cooperativas, sindicatos, entidades sociais, universidades, escolas e agricultores. 

·  Oficinas de Futuro: processo de autodiagnóstico e planejamento da comunidade dividido em quatro etapas:

1. MURO DAS LAMENTAÇÕES:

Muro das Lamentações

Toda a comunidade – poluidores e poluídos –  expõe suas frustrações, críticas, medos e problemas socioambientais de toda a sorte. 

2. ÁRVORE DA ESPERANÇA:

Árvore da Esperança

Os participantes explicitam o que sonham para o lugar onde vivem.

3. O CAMINHO ADIANTE:

Caminho Adiante

São definidas as ações corretivas.

4. PACTO DAS ÁGUAS:

Pacto das Águas

A comunidade, lideranças e o poder público selam uma parceria em prol da sustentabilidade e um compromisso de cuidado com as águas.

·  Convênios, acordos e termos de compromisso: após a conclusão da Oficina, com a assinatura do Pacto das Águas, a Itaipu, a prefeitura e demais parceiros assinam os convênios e outros instrumentos em que são estabelecidas as condições e as contrapartidas das partes para viabilizar a execução das ações de correção dos passivos ambientais.

·  Ajustes de parcerias: antes da execução das ações, são realizados encontros entre os parceiros para que sejam feitos ajustes referentes à participação de cada um.

·  Futuro no presente: ação de sensibilização que é promovida durante e após a execução dos projetos, para despertar o cuidado com o patrimônio natural que está sendo recuperado, enfatizando o papel do Comitê Gestor como espaço legítimo para o planejamento, execução, monitoramento e proposição de ações para a melhoria contínua da qualidade socioambiental das bacias hidrográficas.

É justamente esse envolvimento das pessoas, em cada etapa do processo, em cada decisão a ser tomada, que desperta o sentimento de coletividade e de responsabilidade para com o sucesso das ações.

O resultado dessa metodologia tem sido tão positivo que, atualmente, boa parte das ações anda por conta própria. Ou seja, o programa converteu-se em um movimento transformador das e nas comunidades, e a Itaipu assumiu o papel de articuladora, facilitadora, parceira e promotora. A usina comparece com recursos, mas compartilha as responsabilidades com seus parceiros e as próprias comunidades.

Além do modelo de gestão, outros aspectos inovadores adotados pela Itaipu são a intervenção com base no respeito à unidade de planejamento da natureza (gestão por bacia hidrográfica); a correção dos erros do passado e dos passivos ambientais sem procurar ou apontar culpados; o envolvimento de todos os atores sociais, econômicos e políticos da região; e, acima de tudo, a visão sistêmica e integral da questão ambiental, em que tudo está interligado e inter-relacionado, e cada pequena parte constitui o todo.