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NOTICIAS / Rio +20

21.06.2012

Projeto Ajuricaba é “case” de sucesso em encontro da Unesco, evento paralelo da Rio+20

O projeto de aproveitamento do biogás da atividade agropecuária, desenvolvido no município de Marechal Cândido Rondon, no Oeste do Paraná, pela Itaipu Binacional, em parceria com a prefeitura, Emater e outras instituições, foi apresentado como um case de sucesso nesta quarta-feira (20), na Reunião do Programa Hidrológico Internacional da Unesco, um dos eventos paralelos da Rio+20.

O projeto do do Condomínio de Agroenergia para Agricultura Familiar da Microbacia do Rio Ajuricaba utiliza os conceitos do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), criado pela Itaipu em parceria com a Unesco. O coordenador brasileiro do centro e assessor de Energias Renováveis de Itaipu, Cícero Bley Júnior, afirmou que “a economia do biogás é de grande impacto local, pois, além da produção de energia, promove sanidade ambiental e desenvolvimento microeconômico”.

A reunião teve a participação do secretário do programa da Unesco, Abdin Salih; do presidente do Comitê Brasileiro do Programa Hidrológico Internacional, Patrick Thomas; do vice-presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga; e da coordenadora paraguaia do CIH, Ana Carolina Gossen, além de outras lideranças dos comitês nacionais, que também apresentaram cases.

Ajuricaba

O projeto Ajuricaba é desenvolvido pela Itaipu desde agosto de 2009, em parceria com o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PR), Companhia Paranaense de Energia (Copel) Prefeitura de Marechal Cândido Rondon, Embrapa, Movimento Nacional dos Pequenos Agricultores, Instituto de Tecnologia Aplicada e Inovação (Itai) e a Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI).

Participam do projeto, atualmente, 33 pequenas propriedades, onde foram instalados biodigestores, ligados por gasodutos a uma microcentral termelétrica. Do biodigestor, o biogás resultante da decomposição da matéria orgânica é levado para um motogerador, capaz de prover energia para as propriedades rurais ou mesmo alimentar a rede pública de eletricidade.

O projeto também contempla filtros de purificação, que permitem a obtenção de um combustível veicular semelhante ao gás natural (GNV). Futuramente, a ideia é fazer o aproveitamento desse combustível em veículos de movimentação de safra.

Depois da biodigestão, a matéria orgânica é transformada em biofertilizante, que pode ser aplicado em pastagens ou outras culturas, incrementando ainda mais o grau de sustentabilidade do sistema produtivo. O sistema ainda faz o aproveitamento da energia térmica para a secagem de grãos.