CAB vira ensaio para artista

  • por: Editor
  • [24.11.2014]
  • Categoria:
Depoimentos


Paredes e sua obra no 12º Encontro CAB: sucesso em terras brasileiras.
 
Artista plástico argentino consagrado, com obras expostas em lugares como Dubai, no Emirados Árabes, Beirute, no Líbano, Cingapura, na Península Malaia, e na Bienal de Ushuaia, Andrés Paredes só entrou no mercado brasileiro na semana passada, quando participou com uma exposição no 12º Encontro do Cultivando Água Boa, em Foz do Iguaçu.
   
Os seus trabalhos, uma mandala de cinco metros de diâmetro e painéis de recorte de papel em formato de cascatas (inspirados na água e na energia da região), compuseram a cenografia do espaço cultural do CAB, assinada pelo seu amigo, o também artista plástico iguaçuense Moa Ferreira.
   

Mandala feita pelo artista.

Segundo Paredes, ele aceitou o convite de Moa principalmente para sentir a reação do público da região de fronteira, próxima à cidade onde nasceu e atualmente vive. E a resposta foi exatamente como ele esperava e como ocorre no restante do mundo quando expõe suas obras. Todos ficaram maravilhados e curiosos para saber quem fez os desenhos. Paredes ficou emocionado.
   
O artista plástico é natural de Apóstoles, a 400 quilômetros de Foz do Iguaçu. O município faz parte da província argentina de Missiones, que faz fronteira com o Estado do Paraná, no Brasil. É nessa região que quer repetir o sucesso já conquistado no restante da Argentina e em outros países. “É uma grande emoção ter a oportunidade de expor nessa terra, onde compartilhamos os mesmos cheiros, as mesmas paisagens e cultura. Faltava a resposta desse público”, diz.
   
Paredes nasceu artista e se descobriu assim ainda na infância. É multitalentoso: músico, fez ensaios pelo cinema, mas sua verve para as artes plásticas ganhou um impulso definitivo aos 23 anos de idade, durante o período em que morou em Santa Maria (RS), onde trabalhou numa produtora. Entre um intervalo e outro, o argentino fazia recortes de papel como passatempo. Ali ele revelava um novo talento.
 
Paredes usa em suas obras matérias como papéis, madeira em MDF e aço. Para compor os painéis e a mandala do CAB, o artista fez uma imersão de um mês inteiro de trabalho. O primeiro passo era ter um mote, a água e a energia, em seguida a inspiração e, a partir daí, o formato dos desenhos. Depois dos recortes feitos, os papéis ganharam vida com tinta ecológica biodegradável. Os quadros lembram as cachoeiras e as folhagens da região de fronteira.
    
Os 12 painéis de três metros por 85 centímetros, a mandala de 5 metros, além de biombos com recortes que lembram pingos d´água, serão doados para o Ecomuseu de Itaipu, que deverá criar um espaço especial para abrigá-los. Com isso, Foz do Iguaçu será o primeiro endereço no Brasil a ter uma mostra fixa do artista.
   

Ao fundo, parte das obras do artista.

Na Bienal do Fim do Mundo, na Argentina, Paredes expõe borboletas, cigarras e libélulas gigantes. Os insetos fazem parte da mostra Metamorfose. A bienal reúne, no total, trabalhos de 110 artistas argentinos.
 
Uma de suas grandes obras - uma borboleta de seis metros de altura, feita com recortes de lona de vinil - foi comprada por um colecionador que ainda não encontrou um lugar adequado para colocar a aquisição. Outra de suas obras foi comprada pela rainha Silvia, da Holanda. O preço de seus trabalhos pode variar de US$ 1 mil (R$ 2,5 mil) a US$ 10 mil (R$ 25 mil).
   
A aceitação no mercado não subiu à cabeça do artista, que leva uma vida muito simples e mantém seu ateliê em Apóstoles, cidade jesuítica. Para conhecer mais sobre Paredes, é só clicar em http://www.boladenieve.org.ar/artista/5473/paredes-andres e https://pt-br.facebook.com/andresslu.

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