Arte da BP3 decora e expressa cultura e história da região no 12º Encontro CAB

  • por: Editor
  • [28.11.2014]
  • Categoria:
Troca de Experiências

Para valorizar a cultura regional e reforçar a própria identidade visual, o 12° Encontro do Programa Cultivando Água Boa (CAB) reuniu, nos dias 19 e 20, o trabalho de diferentes artistas. Eles expressaram, por meio da arte, o valor e a história do território da Bacia do Paraná 3 (BP3). A cultura local, a gastronomia e a natureza foram representadas em trabalhos que encantaram a quem passou pelos salões e corredores do Rafain Expocenter, em Foz do Iguaçu.
     
Foi por meio do convite de Moa Ferreira, cenografista e curador artístico do CAB, que mais de 20 artistas estiveram presentes no projeto. Um enorme painel da BP3, com o mapa de toda a região, foi a ilustração apresentada pelo artista Douglas Reder, de Cascavel, para dar as boas-vindas aos visitantes. E tudo concebido de forma sustentável, alinhado com a filosofia do CAB.

     

Um enorme painel com o mapa da Bacia do Paraná 3 recebeu os visitantes na entrada do 12º Encontro CAB.
  
A decoração em números
   
Para se ter uma ideia da grandiosidade da produção, foram confeccionados 11 mil origamis, 170 rolos de crochê, 46 metros de papel recortado a mão, 30 xilogravuras em papel, 500 fotografias de ações comunitárias, 15 vídeos de acervos históricos e 10 poemas ilustrando as ações e resultados do CAB durante seus 11 anos de trabalhos coletivos.
   
“O papel e o papelão entraram como carro-chefe para todas as instalações cenográficas”, conta Moa. Todo o trabalho artístico foi feito a partir do desafio de realizar uma cenografia sem geração de resíduos. “Optamos por materiais biodegradáveis e menos agressivos à natureza”, explica.
    
Foi feito um levantamento de artistas de toda a região da Bacia do Paraná 3 (BP3) e, a partir daí, selecionados músicos, artistas visuais e artesãos.
    

Onze mil tsurus de origami encantaram o público.
  
Uma das obras que mais chamaram a atenção dos visitantes no evento, os 11 mil origamis de tsurus confeccionados serviram para comemorar todos os anos do programa CAB. Segundo uma tradição japonesa, a cada mil tsurus produzidos, um desejo se realiza. Durante a produção do trabalho, a comunidade escolar da região participou da confecção, que foi coordenada pela Câmara Brasil Japão e pela artista Hatsumi Murakami, de Foz do Iguaçu.
    

Origamis foram usados como material de decoração.
    

Cada ponto de crochê representa um agente de educação ambiental.
   
Outra criação admirada pelo público foram as tecelagens de crochê, realizadas pelas artesãs associadas à Coordenadoria de Artes e Oficinas de Criação de Foz do Iguaçu (Coart), que reuniu pessoas que tem o crochê como fonte de subsistência. “Cada ponto tecido representa um agente de educação ambiental”, explica Moa Ferreira.
    

Trinta xilogravuras representaram os conceitos do Programa Cultivando Água Boa.
    
A artista Lucie Schreiner, de Marechal Cândido Rondon, foi responsável pela criação de 30 xilogravuras, aplicadas sobre caixas de papelão. As obras serviram para representar os conceitos do CAB. Além das xilogravuras, ainda foram expostos mais de dez poemas de diversos artistas brasileiros, entre ele o paranaense Paulo Leminski.
    

Paredes e sua obra no 12º Encontro CAB: sucesso em terras brasileiras.
        
Outra belíssima obra que encantou os visitantes foi a mandala de cinco metros de diâmetro, feita pelo artista plástico argentino Andrés Paredes. Segundo Paredes, ele aceitou o convite de Moa principalmente para sentir a reação do público da região de fronteira, próxima à cidade onde nasceu e atualmente vive. A resposta foi exatamente como ele esperava e como ocorre no restante do mundo quando expõe suas obras. Todos ficaram maravilhados e curiosos para saber quem fez os desenhos.
       

A enorme mandala representa a a dinâmica relação entre o homem e o cosmo.
   
Participação gratificante
         
Ao final do evento, Moa Ferreira e os demais envolvidos na produção das mostras se disseram muito satisfeitos com o resultado. “Foi extremamente proveitosa a oportunidade de apresentar a arte e a produção cultural como elemento de comunicação de questões tão importantes, como aquecimento global e sustentabilidade”, disse.
       
Moa ainda conta que o evento possibilitou a integração regional por meio das artes e estreitou laços entre educadores ambientais e produtores culturais. “Foi um momento de vanguarda para a região."
     
Para o cenografista, a região da BP3 mostrou mais uma vez que possui talentos artísticos de qualidade e a satisfação do público, confirmando a demanda cada vez mais presente em ações de arte e cultura como opção de lazer e entretenimento de qualidade.

     
 

CAB vira ensaio para artista

  • por: Editor
  • [24.11.2014]
  • Categoria:
Depoimentos


Paredes e sua obra no 12º Encontro CAB: sucesso em terras brasileiras.
 
Artista plástico argentino consagrado, com obras expostas em lugares como Dubai, no Emirados Árabes, Beirute, no Líbano, Cingapura, na Península Malaia, e na Bienal de Ushuaia, Andrés Paredes só entrou no mercado brasileiro na semana passada, quando participou com uma exposição no 12º Encontro do Cultivando Água Boa, em Foz do Iguaçu.
   
Os seus trabalhos, uma mandala de cinco metros de diâmetro e painéis de recorte de papel em formato de cascatas (inspirados na água e na energia da região), compuseram a cenografia do espaço cultural do CAB, assinada pelo seu amigo, o também artista plástico iguaçuense Moa Ferreira.
   

Mandala feita pelo artista.

Segundo Paredes, ele aceitou o convite de Moa principalmente para sentir a reação do público da região de fronteira, próxima à cidade onde nasceu e atualmente vive. E a resposta foi exatamente como ele esperava e como ocorre no restante do mundo quando expõe suas obras. Todos ficaram maravilhados e curiosos para saber quem fez os desenhos. Paredes ficou emocionado.
   
O artista plástico é natural de Apóstoles, a 400 quilômetros de Foz do Iguaçu. O município faz parte da província argentina de Missiones, que faz fronteira com o Estado do Paraná, no Brasil. É nessa região que quer repetir o sucesso já conquistado no restante da Argentina e em outros países. “É uma grande emoção ter a oportunidade de expor nessa terra, onde compartilhamos os mesmos cheiros, as mesmas paisagens e cultura. Faltava a resposta desse público”, diz.
   
Paredes nasceu artista e se descobriu assim ainda na infância. É multitalentoso: músico, fez ensaios pelo cinema, mas sua verve para as artes plásticas ganhou um impulso definitivo aos 23 anos de idade, durante o período em que morou em Santa Maria (RS), onde trabalhou numa produtora. Entre um intervalo e outro, o argentino fazia recortes de papel como passatempo. Ali ele revelava um novo talento.
 
Paredes usa em suas obras matérias como papéis, madeira em MDF e aço. Para compor os painéis e a mandala do CAB, o artista fez uma imersão de um mês inteiro de trabalho. O primeiro passo era ter um mote, a água e a energia, em seguida a inspiração e, a partir daí, o formato dos desenhos. Depois dos recortes feitos, os papéis ganharam vida com tinta ecológica biodegradável. Os quadros lembram as cachoeiras e as folhagens da região de fronteira.
    
Os 12 painéis de três metros por 85 centímetros, a mandala de 5 metros, além de biombos com recortes que lembram pingos d´água, serão doados para o Ecomuseu de Itaipu, que deverá criar um espaço especial para abrigá-los. Com isso, Foz do Iguaçu será o primeiro endereço no Brasil a ter uma mostra fixa do artista.
   

Ao fundo, parte das obras do artista.

Na Bienal do Fim do Mundo, na Argentina, Paredes expõe borboletas, cigarras e libélulas gigantes. Os insetos fazem parte da mostra Metamorfose. A bienal reúne, no total, trabalhos de 110 artistas argentinos.
 
Uma de suas grandes obras - uma borboleta de seis metros de altura, feita com recortes de lona de vinil - foi comprada por um colecionador que ainda não encontrou um lugar adequado para colocar a aquisição. Outra de suas obras foi comprada pela rainha Silvia, da Holanda. O preço de seus trabalhos pode variar de US$ 1 mil (R$ 2,5 mil) a US$ 10 mil (R$ 25 mil).
   
A aceitação no mercado não subiu à cabeça do artista, que leva uma vida muito simples e mantém seu ateliê em Apóstoles, cidade jesuítica. Para conhecer mais sobre Paredes, é só clicar em http://www.boladenieve.org.ar/artista/5473/paredes-andres e https://pt-br.facebook.com/andresslu.

Gestores ambientais participam de curso sobre restauração de áreas degradadas

  • por: Editor
  • [31.10.2014]
  • Categoria:
Troca de Experiências

Gestores ambientais de Itaipu e de entidades que atuam na região vão participar nos dias 6 e 7 de novembro, no Refúgio Biológico de Santa Helena e no escritório da binacional no município, do curso Restauração de Ecossistemas.
    
O curso é promovido pelo Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais, dentro do projeto Ações de Governança Territorial da Rede Gestora do Corredor de Biodiversidade do Rio Paraná.
   
A capacitação será coordenada pelos pesquisadores Giselda Durigan e Antônio Carlos Galvão de Melo, do Instituto Florestal de São Paulo, com financiamento pelo Programa de Fortalecimento do Acordo TFCA (Tropical Forest Conservation Act), junto ao Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).
   
“Basicamente, o curso vai tratar de conceitos e técnicas para recuperação de áreas degradadas. Serão aulas práticas e teóricas”, explicou o gerente da Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD) de Itaipu, Edson Zanlorensi.
    
O local escolhido para as atividades de campo, com 1.500 hectares, foi criado por Itaipu há 30 anos e hoje é administrado pelo município de Santa Helena. Trata-se de uma Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie).
    
“[O refúgio] É um local estratégico, ocupa uma posição central no reservatório, com toda a infraestrutura necessária para a atividade”, comentou Zanlorensi.
    
Programação
    
Dia 6 de novembro, quinta-feira
    
Atividades em sala de aula – Escritório da Itaipu
- Fundamentos da Ecologia da Restauração;
- Técnicas de Restauração;
- Elaboração de Projetos e Monitoramento.
      
Dia 7 de novembro, sexta-feira
    
Atividades em campo – Refugio Biológico de Santa Helena
- Visita a áreas degradadas e ecossistemas de referência;
- Visita a plantios de restauração com espécies nativas/exóticas;
- Monitoramento de áreas restauradas: Exercícios em campo.
 

Cascavel se despede dos Encontros CAB com artes

  • por: Editor
  • [11.06.2014]
  • Categoria:
Troca de Experiências

A noite de segunda-feira (09), em Cascavel, foi das artes. Os participantes dos Encontros e Caminhos Cultivando Água Boa apreciaram o que a cidade levou de melhor no seu canto, dança e teatro para celebrarem o fim da programação. Para os que mais ajudaram, foi a comemoração de um intervalo no qual a cidade respirou sustentabilidade e cultura.
    
As apresentações foram encerradas com a peça de teatro “Reciclei, Recicléo” e então os organizadores e envolvidos com as atividades receberam certificados. “Se hoje comemoramos é porque cada um trabalhou e se doou,” declarou a secretária de Cultura, Sílvia Prado. “Cada um aqui tem seu valor, ajudando e colaborando.”
    
Para o gestor e coordenador das atividades, Edson Gavazzoni, a cidade mostrou o diferencial nas parcerias conseguidas. “Foi através de nossa presença constante com a juventude que conseguiremos manter a consciência ambiental,” disse. É com o foco na juventude que Cascavel pretende perpetual a consciência ambiental.

EcoBike leva jovens de Nova Santa Rosa as margens de microbacia recuperada

  • por: Editor
  • [05.06.2014]
  • Categoria:
Troca de Experiências

Os alunos do Colégio Marechal Gaspar Dutra, da cidade de Nova Santa Rosa, foram convocados a pedalar, foi a “EcoBike Caminhos de uma experiência”. Foram cerca de 15 quilômetros percorridos em meio a natureza e nas margens da microbacia da Sanga Gabiroba.
     
A microbacia foi uma das primeiras a serem recuperadas pelo programa Cultivando Água Boa e é exemplo de preservação, por tamanha importância para o município, o trajeto do passeio ciclístico priorizou passar por essa região. “Os alunos não ficam só no banco da escola, eles puderam conhecer a realidade in loco” destaca Dorival Schnekemberg, coordenador do comitê gestor de Nova Santa Rosa, que elaborou o itinerário.
     
O passeio também passou pela Trilha Jaguar Undi, e parou para um lanche com produtos locais como bolachas, cucas, pão e caldo de cana. Mateus Dilkin, de 14 anos, nunca tinha passado pela região, mas tinha interesse em conhecer. “Foi legal, os professores contaram sobre a historia do local”, destaca o jovem nova-santa-rosense.

Documentário sobre pioneiros emociona Maripá

  • por: Editor
  • [03.06.2014]
  • Categoria:
Troca de Experiências

A cidade de Maripá encerrou com chave de ouro as atividades do Encontros e Caminhos CAB. Foi exibido no Centro Comunitário da cidade o documentário “Maripá a historia contada pelo seu povo: Céu, Mato e Coragem” que reuniu todas as atividades do Encontros CAB junto com depoimentos dos pioneiros.
     
O maripaense de coração Henrique Schanoski, de 80 anos, foi um dos primeiros moradores de Maripá e um dos protagonistas do vídeo. Em depoimento contou como foi a vinda para cidade. “Quando eu cheguei aqui tudo era mato” disse o colonizador do município.
     
Segundo o diretor do comitê gestor do CAB de Maripá, Cleiton Manske, o Encontros e Caminhos trouxe para cidade uma maior conexão entre o meio ambiente e a sociedade.
    

Acompanhe as expedições em: http://encontrosecaminhoscab.com.br/

 

Itaipulândia: O Caminho Adiante

  • por: Editor
  • [28.05.2014]
  • Categoria:
Troca de Experiências

Após revisitar seu passado através das rodas de viola e memória e a visita aos museus, o município de Itaipulândia voltou-se para seu futuro: nesta terça (27), foi feita a coleta de lixo eletrônico na cidade. Eles já tem serviço de recolha, mas devido aos Encontros CAB, tudo o que foi reunido ficou exposto na Praça Isidoro Royer, próxima à prefeitura, mostrando como o consumo desenfreado diminui o tempo de vida útil de alguns domicílios.
     
Ao longo do dia, cidadãos sentiam-se compelidos a reunirem seus lixos eletrônicos e levarem até o palco da praça. Com isso, foram recolhidas centenas de lâmpadas (fluorescentes e incandescentes), televisores e computadores, dentre outros materiais, como baterias, celulares usados e óleo já utilizado na cozinha. A iniciativa era também de distribuir lixeiras “papa-pilhas” para que a população em geral tenha outras alternativas para efetuar o descarte.
     
Enquanto a ação com o lixo seguia, outra atividade concomitante ocorria: na parte da tarde, no morro Nossa Senhora Aparecida. De lá, foram soltos mais de mil balões por 30 crianças com idades entre 5 e 7 anos de idade, da Escola Municipal Dona Leopoldina, além do prefeito municipal Miguel Bayerle, do Gestor do município Gelson Lautert, do gerente de Departamento de Integração Regional de Itaipu, Gilmar Secco, dentre outras autoridades. Mas, com balão na mão, todo mundo vira criança. Os balões, que continham sementes de ipê, prenderam a atenção de todos com o colorido que se espalhou pelos céus da cidade, despertando a imaginação de todos que tentavam saber para onde o vento os levaria.
     
Os balões soltos eram biodegradáveis, tendo em sua composição mais de 90% do látex natural, para que desapareça rapidamente na natureza, deixando com que apenas a semente se desenvolva. A atitude, além de um belo visual mesclando cores ao azul e branco de cima, serviu de boa lição aos pequenos. “Essas sementes não significam só o reflorestamento,” explicou o Gerente de Integração Regional de Itaipu, Gilmar Secco, “Mas o exemplo que está sendo dado a essas crianças.”

Fazendo arte e sustentabilidade em Entre Rios do Oeste

  • por: Editor
  • [26.05.2014]
  • Categoria:
Troca de Experiências

O grupo Juventude Meio Ambiente do município de Entre Rios do Oeste participou no último sábado (24) de uma atividade que conciliou arte e sustentabilidade, foi uma oficina de escultura ecológica.
     
A oficina foi realizada por jovens entrerienses que cursam a faculdade de artes. Martina Anderele explicou o processo de criação da escultura: os adolescentes deram uma forma a um pedaço de ferro doce, depois encaparam a estrutura com uma meia fina, logo apos colaram pedaços de jornais na meia, assim que o jornal e cola secaram foi passado uma camada de massa corrida, para finalizar, os jovens pintaram a obra. “Nós procuramos usar materiais recicláveis por causa do trabalho do CAB com o meio ambiente” explica a estudante de arte.
     
Todos os participantes colocaram a mão na massa para produzir sua própria obra de arte. O mais legal da oficina foi que os jovens criaram livremente suas esculturas de acordo com seu gosto e estética. A estudante Natieli Buhl, de treze anos, entendeu muito bem intuito da oficina “É legal e não polui o meio ambiente”.

 

Curso ensina voluntários a analisar qualidade das águas dos rios

  • por: Editor
  • [21.05.2014]
  • Categoria:
Troca de Experiências

Alunos da Casa Familiar Rural Getúlio Prati, do Colégio Estadual Vital Brasil e representantes do Poder Público e da comunidade receberam uma capacitação entre os dias 12 e 15 de maio, sobre o Programa Monitoramento Participativo da Qualidade das Águas dos Rios.
      
As atividades foram ministradas pelo engenheiro ambiental, Paulo Henrique Squimvami, e tiveram por objetivo instruir os participantes na teoria e prática sobre a realização de análises físico-químicas, ambientais e biológicas, e relatórios das atividades, os quais são elementos essenciais para a avaliação da qualidade das águas.
     
O principal objetivo do programa é fazer o acompanhamento e avaliação da qualidade das águas dos rios, utilizando metodologias simples e eficientes, capazes de serem empregadas pela própria comunidade.
     
Durante a capacitação, os voluntários receberam informações sobre a ecologia dos rios e gestão das águas, aprenderam a identificar os bioindicadores da qualidade da água e ainda tiveram práticas de campo no Rio Jacutinga.
     
Conforme explica a secretária municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Silvia Maccari, em Vera Cruz esse programa funciona há quatro anos, no entanto há rotatividade de participantes visto que este trabalho é realizado por voluntários.
     
“O processo de capacitação é de suma importância para dar confiabilidade às informações. Além disso, o curso possibilita que esta técnica empregada seja amplamente utilizada e de domínio da população, sendo uma ferramenta na gestão descentralizada dos recursos hídricos”, enfatizou a secretária Silvia.
     
O aluno Cleiton Bento Motta, da Casa Familiar Rural - CFR participou da capacitação e relata sobre essa experiência. “Foi um curso muito bom, pois além da teoria aprendemos na prática a analisar a situação das águas dos nossos rios”, destacou.
     
Para o aluno da CFR, Victor Emilio Muller, o curso proporcionou o repasse de informações importantes, que ajudarão o grupo a coletar dados mais precisos, a respeito dos rios. “Já participávamos das campanhas do monitoramento, no entanto ainda não tínhamos recebido uma capacitação tão completa como essa. Acredito que a partir de agora teremos melhores condições de desenvolver esse trabalho”, relatou.
     
MONITORAMENTO
- O projeto Monitoramento Participativo é desenvolvido pela empresa de consultoria ambiental Ecovis, através do Parque Tecnológico Itaipu (PTI) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Itaipu Binacional e Prefeitura Municipal de Vera Cruz do Oeste.
      
ENCONTROS E CAMINHOS CAB - Essa capacitação integrou a programação do Projeto Encontros e Caminhos Cultivando Água Boa, em Vera Cruz do Oeste.
      
Fonte: Prefeitura de Vera Cruz do Oeste.

Nos Encontros CAB, professores contam suas próprias histórias

  • por: Editor
  • [21.05.2014]
  • Categoria:
Troca de Experiências

Em São Pedro do Iguaçu, Luiz Carlos Salamí; em Itaipulândia, Gentil Donini; em São Miguel do Iguaçu, Dimas Raicik. Todos eles foram os primeiros professores em seus respectivos municípios. Saíram de suas cidades de origem para dar perspectivas e educação aos filhos dos pioneiros que tentavam se estabelecer em um local completamente novo, então carente de infraestrutura e serviços básicos. Para transmitir conhecimento às crianças, era rotina ter de abrir picadas no mato, pisar o barro e percorrer grandes distâncias.
   
Na atualidade, apesar de já estarem com os cabelos brancos, a disposição é a mesma e eles ainda passam seus saberes para os filhos e netos daqueles que por primeiro estiveram em suas salas de aula.  Aos rapazes e moças de agora, eles contam como aquele tempo era difícil, como coisas hoje corriqueiras eram inéditas e a união era a força motriz para trazer progresso ao território.
   
Gentil, de Itaipulândia, foi um pioneiro no sentido literal da palavra. Foi o primeiro professor, o primeiro catequista e ainda ajudou a subir o primeiro sino da igreja, a construir a primeira quadra de esportes e organizar a primeira banda de fanfarra. “Quando eu cheguei aqui, vindo do Rio Grande do Sul, ainda nem existia Itaipulândia, ainda era o começo do território de Aparecidinha do Oeste,” revela. “Sinto-me muito feliz e honrado ao mostrar para os jovens de hoje a história de nossa cidade.”
   

Dimas, de São Miguel: alunos também já estão de cabelos brancos.
  
Dimas, a primeira professora de São Miguel, está com 84 anos. Com cabelos claros e porte franzino, veio para a Região Oeste do estado com menos de 30 anos, formando muitos São Miguelenses no Primário e Ginásio (hoje, Ensino Fundamental). “Gosto muito de crianças e, enquanto eu tiver saúde, vou querer conversar com eles,” garante. “Dia desses, uma equipe de reportagem esteve em minha casa e precisava entrevistar um ex-aluno meu. De repente, apareceu um com os cabelos tão brancos quanto os meus, eu fiquei muito feliz.”
   
Luiz Salamí já tinha deixado o Rio Grande do Sul para lecionar em Toledo, chegando a São Pedro do Iguaçu em 1977, no fervor dos conflitos armados de uma família tradicional da região com um banco, envolvendo a todos que ali haviam chegado. Apesar de todo esse clima de instabilidade, ele ficou e ensinou os filhos dos desbravadores da terra a ler e escrever, algo que a maioria dos pais deles ainda não sabia.
    

Salamí é também autor de livro com a história e as "histórias" de Toledo.
   
Começou a revisitar essa história em 2012, recolhendo depoimentos dos pioneiros e compilando-os em um livro lançado em abril. “Nenhum dos alunos de hoje sabia a história da cidade, portanto escrevi o livro para que a história não se perdesse,” conta. “É importante que eles conheçam a origem de São Pedro do Iguaçu, suas histórias e seus contos ficcionais.”
   
Por suas funções de sempre (já diz o ditado, “uma vez professor, sempre professor”), eles são os responsáveis por transmitirem o passado de suas cidades para que os mais novos escrevam seus futuros.