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ARTIGOS

17.05.2015 - AUTOR: Jorge Samek

Excelência operacional e sustentabilidade

Neste 17 de maio, Itaipu completa 41 anos. Este empreendimento bem-sucedido comprova que grandes obras de infraestrutura devem ser planejadas e executadas com um olhar de longo prazo.

Hoje, ninguém questiona a essencialidade de Itaipu para atender a demanda energética do Brasil e do Paraguai. Sua importância, contudo, vai muito além da produção de energia.

A escassez de água em áreas urbanas densamente povoadas, prenúncio das nefastas consequências do aquecimento global, exige uma tomada de posição que afetará as políticas públicas de conservação e dos seus usos múltiplos.

Se isso não for feito com urgência e responsabilidade, caminharemos para um cenário irreversível. Não há muitas escolhas quando o que está em jogo é um recurso essencial à vida. O Brasil, felizmente, detém 12% das reservas de água doce do planeta.

Se sairmos dessa crise hídrica com consciência social de que a água é um bem finito a ser preservado, avançaremos para uma mudança de atitude individual e coletiva que poderá impactar positivamente o modo como lidamos com a água.

Um bom exemplo pode ser encontrado na Bacia do Paraná 3, área de um milhão de hectares que abrange 29 municípios, onde Itaipu desenvolve, desde 2003, em colaboração com seus parceiros, o Programa Cultivando Água Boa.

Essa iniciativa acaba de receber o Prêmio Água, Fonte para a Vida, conferido pela ONU, na categoria Melhores Práticas em Gestão de Água. Este reconhecimento internacional foi um presente antecipado de aniversário, que reforça o compromisso de Itaipu com o desenvolvimento sustentável.

Nos últimos 12 anos, Itaipu adotou uma série de iniciativas que estão ajudando a transformar o território no seu entorno. Dentre elas, destaco a criação, em 2004, do Parque Tecnológico Itaipu (PTI), que vem contribuindo na implementação de estratégias inovadoras de desenvolvimento territorial sustentável no oeste do Paraná.

 A chave para que Itaipu se transformasse em referência de sustentabilidade é a excelência operacional alcançada ao longo dos anos. Nos seus 31 anos de operação, a Usina já produziu 2,25 bilhões de MWh, energia suficiente para atender o consumo mundial por 38 dias.

Essa produção se deve, em primeiro lugar, a uma dádiva da natureza, que dotou o caudaloso Rio Paraná de enorme potencial hidráulico. O seu pleno aproveitamento, porém, deu-se graças a um projeto bem elaborado e bem executado.

Num ano difícil como foi 2014, do ponto de vista da disponibilidade da sua matéria-prima a água , Itaipu alcançou um índice de eficiência operacional de 99,3%. Isto é, o aproveitamento da água disponível para produzir energia chegou perto de 100%.

A boa gestão dos recursos de produção disponibilidade das unidades geradoras, sistemas eficientes de transmissão, demanda de consumo e boa coordenação entre a Itaipu, ONS, Eletrobras, Ande, Furnas e Copel está por trás dos resultados expressivos alcançados.

Um bom observador concluirá que nenhuma organização alcançaria, em apenas uma geração, a liderança mundial em produção de energia limpa e sustentável sem investir no seu principal ativo as pessoas que formam o seu quadro de colaboradores.