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Resultados

O programa Produção de Peixes em Nossas Águas tem trazido melhoria na qualidade de vida para diversas comunidades da região da Bacia do Paraná 3. A aquicultura tornou-se uma alternativa de renda para muitas famílias. Além disso, muitos pescadores, que viam sua atividade se deteriorar a cada ano, passaram a fazer também o cultivo de peixes, o que tem aumentado o volume pescado e, consequentemente, a renda mensal. 

Confira os principais resultados já alcançados pelo programa:

• Para compatibilizar a grande faixa de preservação permanente que protege as margens do reservatório com a atividade pesqueira, o programa obteve o devido licenciamento junto ao Ibama. São 63 pontos de pesca licenciados, situados entre Foz do Iguaçu e Guaíra, que atendem a mais de 800 pescadores.

• Disponibilização de mais de 500 tanques-rede às colônias de pescadores para o cultivo de peixes (piscicultura), juntamente com um trabalho de capacitação e orientação técnica. Inicialmente, em uma fase piloto, participaram 200 pescadores, entre os quais muitos aumentaram seu cultivo e adquiriram mais tanques.

• Instalação de 40 tanques-rede na comunidade indígena de Ocoy, em atendimento à solicitação da Funai e dos próprios índios. Os tanques têm produzido anualmente 12 toneladas de peixe.

• Produção de mais de 50 mil peixes juvenis da espécie pacu, para povoamento dos tanques-rede. Esse projeto foi possível mediante parceria entre a Itaipu, as colônias de pescadores e o Centro de Pesquisa em Aquicultura Ambiental do IAP. 

• Capacitação de mais de 650 pescadores e suas famílias. 

• Edição e distribuição de mais de 2 mil exemplares da cartilha Boas Práticas de Manejo em Aquicultura.

• Demarcação e licenciamento de três parques aquícolas, que juntos têm potencial para produzir mais de 6 mil toneladas de peixe por ano. Esses parques, os primeiros do país, foram fundamentais para garantir a sustentabilidade do projeto, além de respeitar a legislação vigente para o cultivo de peixes. Após a emissão do licenciamento, a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca da Presidência da República (Seap) realizou uma licitação pública pela qual 72 pescadores, assentados e indígenas da região foram contemplados com lotes dos parques. 

• Estruturação e manutenção de uma estação de pesquisa com 70 tanques-rede no Refúgio Biológico Santa Helena, por meio de um convênio entre Itaipu, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste – campus de Toledo) e a Seap. A estação é um dos únicos locais do país onde são realizados trabalhos de pesquisa e aprimoramento das técnicas de cultivo com espécies nativas em tanques-rede. E a Itaipu mantém ainda uma estação dentro da usina, com 90 tanques-rede, e um laboratório. As pesquisas permitem revelar a rotina do aquicultor, gerando conhecimento prático para o aperfeiçoamento das técnicas de cultivo.

• Adequação de 15 pontos de pesca com módulo de uso coletivo, com o objetivo de proporcionar melhores condições de higiene e limpeza para o manejo do pescado. As prefeituras participaram com a instalação da rede de água, enquanto a energia elétrica foi viabilizada pelo programa Luz para Todos, do Governo Federal. 

• Parceria com a empresa Palmares (incubada no Parque Tecnológico da Itaipu) para o desenvolvimento de um estudo nos 18 braços restantes na margem brasileira do reservatório. Esse trabalho de mapeamento possibilitou o conhecimento de todas as áreas que poderão ser licenciadas para a aquicultura. Estima-se que, somente nessa área mapeada, o potencial de produção é de 9 mil toneladas por ano, o que significa aumentar em nove vezes a produção atual da pesca artesanal.