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Depoimentos

 
ALTEVIR ZARDINELLO
Coordenador do programa de Plantas Medicinais:

“Nosso primeiro passo foi encontrar as universidades, os colégios e as ONGs que gostariam de trabalhar com plantas medicinais. Depois que foram identificados os parceiros, começamos a trabalhar com educação. A primeira coisa que constatamos é que as pessoas usavam plantas medicinais errado. Fizemos um diagnóstico, onde foram entrevistadas 2.500 pessoas e descobrimos que 10% delas achavam que o uso das plantas não poderia fazer mal e 8% achavam que não tinha contraindicação, que era só usar. Então, encima disso, montamos uma estratégia de educação: capacitamos pessoas, trouxemos palestrantes, fizemos cursos, inclusive para merendeiras, agentes de saúde e pastorais. Hoje temos cursos para profissionais de saúde com duração de sete meses. No primeiro curso, tínhamos apenas 35 profissionais de saúde e nenhum médico inscrito. Só enfermeiros, farmacêuticos e nutricionistas. Nesse curso de agora estamos com 96 inscritos, sendo que 23 são médicos. Isso significa que a procura está crescendo, as pessoas estão se conscientizando. O próprio paciente vai no postinho de saúde e pergunta para o médico se tem algum tratamento alternativo para ele. Agora nossa principal meta é fechar a cadeia produtiva nos municípios. Ou seja: o agricultor produzindo plantas de boa qualidade e entregando na prefeitura. E a prefeitura disponibilizando as plantas nos postos de saúde.”