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Gestão por Bacias

Territorialidade definida pela própria natureza

O modelo de gestão adotado pelo programa Cultivando Água Boa tem como referência de atuação a territorialidade definida pela própria natureza: a bacia hidrográfica. Isso porque a água que chega ao reservatório da Itaipu interage com o meio ambiente desde a nascente, passando pelos afluentes e em todo o trecho que o rio percorre, até desaguar no lago na usina. Assim, independente das divisões político-administrativas da região de influência da Itaipu, a efetividade do Cultivando Água Boa requer um trabalho voltado para toda a Bacia do Paraná 3.

Cuidar da qualidade da água da bacia como um todo é fundamental para se planejar corretamente o bom uso da terra, o manejo e a conservação do solo da região. Em grandes bacias, como a do Rio Paraná, a saúde do rio é consequência direta das medidas adotadas para controlar o escoamento superficial e favorecer a infiltração de água no solo, prevenindo a erosão e reduzindo o aporte de sedimentos e nutrientes. Esse cuidado é também importante para manter a biodiversidade da bacia, conectando as diferentes microbacias da região e, com isso, assegurando a variabilidade genética da ictiofauna.

Nesse contexto, as ações do programa de Gestão por Bacias do Cultivando Água Boa foram desenvolvidas com os seguintes objetivos:

• Promover a conservação dos solos da Bacia do Paraná 3;

• melhorar o sistema viário rural da bacia, reduzindo o aporte de sedimentos das estradas para o reservatório;

• implementar medidas de saneamento rural, reduzindo a contaminação dos recursos hídricos e beneficiando diretamente a qualidade de vida dos agricultores;

• contribuir para a correção de passivos ambientais das propriedades rurais nas diferentes microbacias hidrográficas;

• minimizar impactos da atividade agropecuária sobre o reservatório da Itaipu, em especial no que diz respeito ao aporte de sedimentos, nutrientes e agrotóxicos;

• fazer a gestão dos recursos hídricos proporcionando os usos múltiplos das águas, em conformidade com Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei 9.433, de 8/1/1997, Art. 1º);

• contribuir para a proteção das áreas de matas ciliares.